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Casarões do Valongo - 2
Os casarões do Valongo, em novo ângulo de cartão-postal original de 1904 com o título “Santos. Câmara Municipal e Largo do Monte Alegre”.
Conforme relatado no postal publicado em 2 de abril de 2006 neste especo, o conjunto de estilo neoclássico do Largo Marquês de Monte Alegre, no Valongo, serviu de sede da Câmara e da Prefeitura de Santos (antes Intendência), entre o final do século XIX e 1939, quando os dois poderes se transferiram para o atual prédio da Praça Mauá.
No térreo dos casarões, construídos com material importado pelo comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto (que construiu a Casa de Frontaria Azulejada, na Rua de Santo Antonio, atual do Comércio), funcionavam comércios.
Embaixo da Câmara ficava a Zerrener, Büllow & Cia., importadora de máquinas industriais e matéria prima para a Companhia Antarctica Paulista. Os sócios Antonio Zerrener e Adam Ditrik von Büllow, acionistas da cervejaria e principais credores, assumiram o controle quando foi à falência, em 1893.
Herdeiros alemães foram donos da empresa até 1940, quando morreram sem deixar sucessores. A companhia foi incorporada à União e recomprada por diretores brasileiros. Com a mudança dos poderes para a Praça Mauá, os prédios foram ocupados por escritórios, bares e hotéis, de 1940 a 1976, mas entraram em decadência. Incêndios em 1985 e 1992 os deixaram em ruínas. O conjunto fica em frente à Igreja do Valongo e à antiga estação da São Paulo Railway. A Prefeitura tem projetos para recuperar os imóveis. Um deles, recentemente anunciado, é fixar ali o Museu Pelé. Outro é implantar o Memorial José Bonifácio, o Patriarca da Independência que nasceu em Santos.
(Editores Pontes & Co., Bazar de Paris nº. 57).
10/11/2007 Publicada por José Carlos Silvares
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